sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Igreja hoje


É maravilhoso ser membro da Igreja de Jesus Cristo! Ele prometeu, durante seu ministério na terra, que edificaria sua Igreja. A Igreja teve seu início miraculoso com a descida poderosa do Espírito Santo e continua crescendo com sua atuação regeneradora. Ninguém faz parte da Igreja de Jesus Cristo sem nascer do Espírito. Ela é um povo exclusivo de Deus, foi escolhida livremente pela sua graça antes da fundação do mundo e existe inteiramente para sua glória e prazer.

A palavra “invisível” descreve a Igreja universal. Parece infeliz porque sugere uma idéia platônica, isto é, que a Igreja pode existir sem uma expressão visível. Os Reformadores desenvolveram esta descrição para manter o princípio, contra Roma, de que a Igreja está fundamentada na graça livre de Deus. Foi assim que os apóstolos enxergaram o povo redimido – do império das trevas – e transportado para o Reino do seu Filho amado. Somente Deus sabe quem realmente lhe pertence; portanto, invisível para nós.

Para se tornar parte da Igreja, a Bíblia exige confissão pública, normalmente no batismo, e uma fé genuína na ressurreição histórica de Jesus dentre os mortos. Não há garantia de que os que confessaram o nome do Senhor e “creram nEle” foram realmente regenerados. A confirmação da fé salvadora de um membro da Igreja de Jesus Cristo vem através do amor de Deus derramado nos corações dos salvos e a perseverança no caminho. Declara o autor de Hebreus: “Pois passamos a ser participantes de Cristo, desde que, de fato, nos apeguemos até o fim à confiança que tivemos no princípio” (3.14 – NVI).


A Igreja é um templo, disse Paulo, querendo dizer com isso que Deus habita no meio de sua família na terra, tal como habitava no Santo dos Santos no templo de Salomão. Para Pedro, a Igreja é representada por uma casa espiritual edificada com pedras vivas porque chegaram à Pedra Viva (Jesus). A Igreja é um campo com plantas (pessoas) que têm qualidades que o Espírito desenvolve para demonstrar seu amor: “alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl 5.22,23).

A Igreja ganhou o título de família de Deus pelo fato de que Ele adotou os membros como filhos. A fraternidade dos “irmãos” da Igreja deve ser uma expressão do relacionamento familiar que une os que gozam do direito de fazer parte dessa nova “raça eleita”. Ela também é um “novo homem” com ambições distintas dos homens da raça de Adão e Eva.

Tristemente, não podemos concordar com todas as posturas de todos os líderes humanos que pastoreiam mais de um milhão e meio de igrejas locais no mundo inteiro. Alguns deles ensinam doutrinas antibíblicas e promovem práticas opostas às que Deus propõe para sua Igreja. A infidelidade dos membros não nega a finalidade de Deus em resgatar pecadores das garras satânicas, dando-lhes vida pela graça recebida por fé. Deus “nos escolheu nele antes da fundação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença” (Ef 1.4).

Ortodoxia doutrinária que produz igrejas que apresentam a imagem de Cristo não pode ser definida com absoluta precisão. No entanto, o alvo que Paulo declarou para os colossenses deve ser a ambição principal de todos os que amam ao Senhor Jesus de verdade. “Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (1.28). Foi o mesmo interesse que Jesus teve logo antes de sua ascensão: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo que eu lhes ordenei” (Mt 28.19,20).

CONCLUSÃO
As aberrações doutrinárias e desvios nas práticas comprovam a vulnerabilidade da igreja no mundo pós-moderno. Jesus estava consciente do perigo que a igreja correria quando levantou a questão da fé existir ou não na terra quando Ele voltar. Como a igreja de Laodicéia, que não reconhecia sua condição miserável, digna de compaixão, pobre, cega e nua, as igrejas contemporâneas são suscetíveis às tentações mundanas e a viverem longe dos alvos do seu Senhor. Que Deus graciosamente mostre misericórdia para com sua Igreja, enviando líderes e membros comprometidos com as ordens que Ele passou para ela através de seus apóstolos e profetas há dois mil anos.

Texto escrito pelo Pr. Russel Shedd.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A banalização do sagrado



O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.

A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado. Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.
Texto escrito pelo Rev. Hernandes Dias Lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ecumenismo Camuflado






Estamos vivendo tempos de inúmeros conflitos ideológicos em níveis diversos. Vivemos em uma sociedade onde a diversidade de costumes e culturas colocam-se às vezes em conflitos por determinados grupos sociais.

No âmbito cristão (protestante/evangélico) encontramos uma diversidade de pensamentos e práticas que vem causando debates controversos a respeito de temas antes muito bem fundamentados. A simples abertura para discussão de temas antes defendidos com unhas de dentes pelos grupos históricos, provenientes direta ou indiretamente da Reforma Protestante, nos leva hoje a questionar a necessidade de ruptura com um sistema que demonstra ser mais frágil do que se imaginava.

Deparei-me nesses dias com dois artigos em sites cristãos que davam conta de um acordo firmado entre a Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Presbiteriana (EUA), Igreja Cristã Reformada da América do Norte, Igreja Reformada da América e a Igreja Unida de Cristo, selaram o “Acordo Comum de Reconhecimento Mútuo do Batismo”.

Isso demonstra uma abertura nos princípios dessas denominações em relação às praticas defendidas durante os últimos séculos. Tudo em nome de uma interpretação de que todos servem ao mesmo Deus, tendo apenas diferenças doutrinarias que os separam, ignorando totalmente os princípios bíblicos sobre o Batismo, sem falar na questão de batizar crianças, das quais não compreendem a questão de arrependimento e novo nascimento em Cristo Jesus, conforme registra o texto bíblico de Marcos 16: 15-16 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.

Também outro artigo que me deparei dava conta do pedido de uma pastora luterana, solicitando ao Vaticano a reconsideração da excomunhão de Martin Lutero, visando promover uma futura unidade entre católicos e protestantes.

O que fica muito claro nestes dois exemplos é que denominações históricas, em nome de uma política de boa vizinhança, e buscando certo prestígio social, abriram mão de seus fundamentos teológicos para unirem-se com os romanos. Casos semelhantes ocorrem com seitas ocultistas e espíritas.

Temos que rejeitar essas práticas que vem tomando conta de grandes denominações protestantes. O Ecumenismo não é bíblico, pois não podemos concordar com as denominações sem discordar da Bíblia. É HIPOCRISIA não dar importância as diferenças doutrinárias ou dizer "ele crê errado, mas isto não tem importância... Está bem para mim deste jeito", se sabemos que Deus não pensa assim. Se ele o fizesse, não haveria necessidade da Bíblia e Deus aceitaria a todos de qualquer maneira (espírita, budista, macumbeiro, católico, evangélico...) e desta forma Cristo teria morrido em vão... Se de qualquer jeito está bom, para que Cristo e para que Bíblia???

O Ecumenismo não é Cristão, pois seu promotor não é Cristão e seus parceiros também não o são. Ser CRISTÃO é crer que SÓ CRISTO SALVA. Ele é o único Deus, Salvador, Senhor do universo, O Todo- Poderoso (veja Isaias 43:11; Atos 4:12; Romanos 3:24; 1João 5:10-13 e 20 e Gálatas 1:6-10). Se o promotor do ecumenismo e seus parceiros crêem na salvação por Jesus, mas com a necessidade de complementar com obras boas, cumprimento de Sacramentos, auxílio de santos, etc, não crêem em Cristo como ÚNICO e exclusivo SALVADOR e, portanto não são CRISTÃOS! Como partilhar um culto a deus com um povo que nem confia Nele? O Ecumenismo não é Cristão!

Vejo no dia-a-dia, noticias de pastores e grandes líderes cristãos se rendendo a convites para integrarem grupos como maçonaria e outras seitas, sempre visando o enriquecimento e o prestigio.

Importante lembrar-se do que o apóstolo Paulo escreve em 2Coríntios 6:14 “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”. Será que a exegese desse texto trata-se apenas de pessoas não consideradas cristãs? 

Que o Senhor tenha misericórdia de todos nós, pois é triste ver o Corpo de Cristo vendendo negociando sua aliança com o mundo. Como bem disse C.H. Spurgeon, considerado “Príncipe dos pregadores”, “Sei porque a igreja tem pouca influência no mundo atualmente: é porque o mundo tem muita influência na igreja.”

No amor de Cristo,

Pr. Rogério Augusto Geraldo

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A Soberania de Deus


 

 

John Piper


John Piper é um dos ministros e autores cristãos mais proeminentes e atuantes dos dias atuais, atingindo com suas publicações e mensagens milhões de pessoas em todo o mundo. Ele exerce seu ministério pastoral na Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, MN, nos EUA desde 1980.


Sustentado pela soberana graça - para sempre
Jeremias 32. 36-42
Agora, pois, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está entregue nas mãos do rei da babilônia, pela espada, pela fome e pela peste. 37 Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem seguramente. 38 Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 39 Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem; plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma. Porque assim diz o SENHOR: Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo.

Que é graça sustentadora?
Estamos celebrando 125 anos da graça sustentadora de Deus em nossa igreja. Que é isto? Que é graça sustentadora? Permita-me expressar isto em uma rima de quatro linhas:

Nem a graça exclui a alegria que não seja verdadeira,
Nem a graça exclui a fuga de todo sofrimento, mas:
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento,
Na escuridão, está ali para nos sustentar.

Enfatizo isto porque celebrar uma graça que não exclui a alegria que não é verdadeira e concede fuga de toda aflição e não ordena nosso sofrimento seria biblicamente falsa e irrealista experimentalmente. Observe as situações abaixo.

… Em um acidente de carro quase fatal
Nossa experiência e a Bíblia nos ensinam que a graça não impede o sofrimento, mas ordena, planeja e avalia nosso sofrimento e então, na escuridão, está ali para nos sustentar. Por exemplo, ontem Bob Ricker, o presidente da Convenção Geral Batista, falou de lembretes preciosos da graça sustentadora. Não mais que dez anos atrás, Bob e a filha de Dee tiveram um sério acidente de automóvel. Ela está viva hoje por uma única razão. No carro, atrás dela, havia um doutor que lhe ocorreu de ter um tubo endotraqueal em seu bolso. Quando ele se aproximou, ela já estava ficando azul 1. Ele forçou o tubo para dentro de sua garganta e salvou sua vida. No casamento dela, poucos anos mais tarde, Bob lhe disse: estas cicatrizes faciais com as quais você tem que conviver são memoriais da graça sustentadora.

Bob Ricker não é ignorante. Ele sabe que se Deus pode ordenar que no carro atrás, haja um doutor e que este doutor tem um aparelho respiratório em seu bolso, e que ele tem a presença de espírito de usá-lo para salvar a vida de alguém, então este Deus é plenamente capaz de prevenir o acidente em primeiro lugar. De fato, anteriormente, Bob havia citado Efésios 1.11: "Fomos predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade". E enfatizou: "Todas as coisas significam todas as coisas" - incluindo, eu presumo, as direções dos carros e dos aviões, das flechas e balas. E Isto foi a inspiração de meu pequeno poema:


Nem a graça exclui a alegria que não seja verdadeira,
Nem a graça exclui a fuga de todo sofrimento, mas:
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento,
Na escuridão, está ali para nos sustentar.


… Quando o carro apresenta problemas
Sábado, há duas semanas, Noel, Abraão e Talitha estavam viajando para Georgia de carro, quando em um trecho solitário, a uma hora de Indianápolis, o carro apresentou problemas. O radiador estava detonado. Um fazendeiro de aproximadamente sessenta e poucos anos encosta o seu carro e oferece ajuda. Noel diz que precisam de um hotel à beira da rodovia e espera que na segunda-feira de manhã, talvez, tenha uma oficina aberta para consertar o carro. O fazendeiro diz: "Vocês gostariam de ficar comigo e minha esposa?" Noel hesita e não quer dar trabalho ao casal. O fazendeiro diz: "O Senhor disse que quando servimos os outros é como se O estivéssemos servindo". Noel diz: "Bem, poderíamos ir à igreja com vocês pela manhã?" Ele diz: "Se vocês quiserem podem ir a uma igreja Batista".

Assim, eles permaneceram com o fazendeiro, que também era um mecânico de aviação, diagnosticou o problema e dirigiu para a cidade na segunda-feira de manhã, quando comprou um novo radiador, retornou, colocou o radiador sem qualquer despesa para eles e enviou a família para a estrada novamente. Neste ínterim, Barnabas pegou sua vara de pescar do carro e pescou um peixe-gato que media quase vinte e três centímetros - para encerrar tudo com chave de ouro.

O Deus que pode fazer com que um fazendeiro, que também é mecânico, pare para ajudar Noel, e que provê que ele seja um cristão (mesmo um batista), que juntamente com sua esposa, oferece um quarto para a família se hospedar, e que a primeira coisa que faz na segunda-feira pela manhã é encontrar um radiador, e se dispõe a fazer tudo isso pelo tempo que for necessário e ainda possui um pequeno lago com peixe-gato - este Deus é perfeitamente capaz de impedir que um radiador exploda no meio de Indiana.

… Quando a cura não acontece
Mas neste mundo corrompido de tolice isto não é tudo que a graça realiza.

Nem a graça exclui a alegria que não seja verdadeira,
Nem a graça exclui a fuga de todo sofrimento, mas:
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento,
Na escuridão, está ali para nos sustentar.


Um dos jovens de nossa igreja está em um poço profundo, neste momento, tendo sua fé testada quase que ao limite. Ele me disse recentemente que seria mais fácil se Jesus não tivesse curado, mas em vez disso, tivesse concedido graça para suportar a ausência da cura. Uma das coisas que disse a ele: "È exatamente isto que Jesus fez - e de fato por esta razão - em 2 Coríntios 12.9, 10, a graça de Deus ordena que Paulo tenha um espinho na carne para que ele seja humilde. E esse espinho não seria removido. Mas o Senhor exclama a Paulo: "A minha [sustentadora] graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa nas fraquezas".
Ao que Paulo responde:

De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. 10 Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.

Nem a graça exclui a alegria que não seja verdadeira,
Nem a graça exclui a fuga de todo sofrimento, mas:
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento,
Na escuridão, está ali para nos sustentar.


… Quando a igreja é incendiada
No dia 16 de março de 1885, em uma segunda-feira, quando Bethlehem Baptist Church (Igreja Batista Belém) completava 14 anos e estava localizada na esquina da Avenida 12 com a Rua 6 (onde a Douglas Company está situada agora) a igreja pegou fogo. Ela foi destruída sem qualquer possibilidade de reforma. Mas, naquela escuridão houve um prodígio da graça de Deus. A parte do telhado onde o bombeiro estava posicionado foi a única parte que não desmoronou. E em sete semanas a igreja comprou o edifício da Second Congregational Church (Segunda Igreja Congregacional), onde adoramos por cento e seis anos até que o atual edifício estivesse pronto em 1991.
Agora, o Deus que pode poupar a vida de um bombeiro, sustentar parte de um telhado fragilizado e planejar um edifício novo e melhor em sete semanas, poderia ter evitado o fogo em primeiro lugar.


Espero que o fato esteja claro:
Estamos celebrando a graça sustentadora
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento
Na escuridão, está ali para nos sustentar.


Deus nem sempre evita a calamidade
O texto em Jeremias 32 fala sobre este tipo de graça sustentadora, motivo pelo qual a Bethlehem Baptist Church está viva na cidade até hoje, após 125 anos de provações. Jerusalém e o povo escolhido de Deus estão em trevas e tormento. E é o próprio Deus que ordena este estado. Examine o versículo 36: "Agora, pois, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está entregue nas mãos do rei da babilônia, pela espada, pela fome e pela peste". É isto que eles dizem a respeito da cidade. E é verdade. A graça não os poupou desta calamidade. Nem a graça de Deus o poupará da calamidade designada para você.

Mas o que eles dizem com respeito aos escolhidos de Deus não é a palavra final. Deus tem a última palavra. E é uma palavra de graça. O versículo 37 "Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem seguramente". Deste modo, Deus declara que ele ordenou a aflição e o sofrimento. "Eu os lancei" para estas terras estrangeiras. E enuncia que ele próprio os libertará e os trará de volta para ele mesmo e para suas terras. Em outras palavras, a graça soberana eventualmente triunfará sobre a calamidade.

Como podemos estar certos do triunfo da graça?
Como podemos estar certos do triunfo da graça? Se Deus é um Deus de justiça que pode enviar Israel para o exílio devastador, onde muitos se perdem devido aos seus pecados e desobediência, então como podemos ter segurança que isto não acontecerá com o povo escolhido de Deus hoje - a igreja, a noiva de Cristo, o verdadeiro Israel, você e eu, que fomos chamados a uma comunhão com o seu Filho? Há uma pergunta para ser feita: por que Bethlehem tem durado 125 anos? Mais uma questão ainda mais urgente: como podemos estar certos que a graça triunfará em favor de Bethlehem e em nossas vidas no futuro? Como podemos estar certos que a graça sustentará você até o fim na fé e em santidade, e o levará salvo para o céu?

É sobre isto que trata o restante desta passagem. A resposta é: a graça sustentadora em favor do povo escolhido de Deus é graça soberana. Isto é, a graça sustentadora é graça onipotente. Isto é graça que vence os obstáculos e preserva a fé e santidade que nos leva daqui para o céu. Esta é a nossa única segurança para o futuro. Você e eu, em nós mesmos, somos inteiramente volúveis e falíveis. Se fôssemos abandonados aos nossos próprios recursos para perseverar, iríamos naufragar em nossa fé, isto é certo. É por esta razão que os santos oram por séculos:


Ó, quão devedor eu sou à tua graça.
Diariamente sou obrigado!
Permita que a tua bondade, como um grilhão,
Prenda a ti meu coração errante:
Senhor, sinto que sou propenso a ser errante,
Propenso a abandonar o Deus que amo;
Aqui está meu coração, ó, toma e sela;
Sela para as tuas cortes no céu.


É desta forma que os santos deveriam orar? É desta maneira que você deve orar pelo seu futuro e pelo futuro de Bethlehem?  Este é o modo bíblico de orar? Faça sua bondade ser como um grilhão - uma cadeia - que prende meu coração errante a ti. Sele meu coração com um laço inquebrável para as cortes do céu. Em outras palavras: guarda-me! Preserva-me! Derrota toda rebelião que se insurge! Vença toda dúvida trivial! Liberta-me de toda tentação destrutiva! Anula toda sedução fatal! Exponha toda trapaça demoníaca! Arrasa todo argumento arrogante! Molda-me! Inclina-me! Domina-me! Faça o que for preciso para manter-me confiando e temendo ao Senhor até a vinda ou chamado de Jesus. Podemos - devemos - orar e cantar desta forma?
A resposta deste texto é sim. Este tipo de canto e oração está arraigado na promessa do novo pacto da graça soberana e sustentadora. Vamos lê-lo. Tenha em mente que: esta é uma das diversas promessas feitas no Antigo Testamento, do novo pacto que Jesus afirmou que selou com o seu sangue para todos que estão nele. Não somente para os judeus, mas para todos aqueles que são verdadeiros judeus pela virtude de união com Jesus, a descendência de Abraão (Gálatas 3.7, 16).
Jeremias 32.38-41 declara:

Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. 39 Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. 40 Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem, e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. 41 Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem, plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração, e de toda minha alma.

Quatro promessas da graça soberana e sustentadora
Note quatro promessas da graça soberana e sustentadora

1. Deus será nosso Deus
Deus promete ser nosso Deus. O versículo 38: "Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus". Todas as promessas para o seu povo são resumidas nisto: "Eu serei o seu Deus". Isto é, usarei tudo que sou como Deus - toda minha sabedoria, todo meu poder e todo meu amor - para contemplar que vocês permaneçam como meu povo. Tudo que sou como Deus, eu exerço para o bem de vocês.

2. Deus promete mudar nossos corações
Deus promete mudar nossos corações e nos fazer amá-lo e temê-lo. O versículo 39: "Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias... (v. 40b) e porei o meu temor no seu coração". Expressando de outro modo, Deus não vai simplesmente ficar parado para ver se nós, pelos nossos próprios recursos, temeremos a Ele; Deus, por sua soberania, supremacia e misericórdia, nos concede o coração que precisamos e nos dá a fé e o temor de Deus, que nos levará ao céu. Isto é graça soberana e sustentadora. (veja Deuteronômio 30.6; Ezequiel 11.19, 20; 36.27).

3. Deus promete que não nos afastaremos dele
Deus promete que Ele não se afastará de nós e não nos afastaremos dele. O versículo 40: Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem, e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Em outras palavras, a ação do coração de Deus é tão poderosa que Ele garante que não nos apartaremos dele. Isto que é a novidade sobre o novo pacto: a promessa de Deus de cumprir, pelo seu poder, as condições que devemos satisfazer. Precisamos temê-lo, amá-lo e confiar nele. E Deus declara que verá isto acontecer. "Porei o meu temor no seu coração" - não para ver o que eles farão com este temor, mas de tal forma que "eles não se apartarão de mim". Isto é graça soberana e sustentadora.

4. Deus promete realizar isto com intensidade infinita
Finalmente, Deus promete realizar isto com a maior intensidade imaginável. Ele expressa isto de duas formas, uma no começo e outra no final do versículo 41: "Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem, plantá-los-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração, e de toda minha alma". Primeiramente ele afirma que exercerá esta graça soberana e sustentadora com alegria: "Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem". Em seguida, Ele diz (no final do versículo 41) que exercerá sua graça soberana e sustentadora "de todo o meu coração e de toda minha alma".

Como é grande o desejo de Deus de lhe fazer o bem
Ele se alegra em sustentá-lo e se alegra com seu coração e alma. Agora, eu lhe peço, não com exagero de passar sermão ou floreio retórico ou com  senso de relato hiperbólico, de forma alguma - você pode conceber a intensidade do desejo que seja maior que o desejo que é habilitado por "todo o coração de Deus toda  alma de Deus"? Suponha que você tome todo o desejo por comida, sexo, fama, dinheiro, poder, sentido da vida, amigos, segurança dos corações e almas de todos os seres humanos na terra - digo aproximadamente seis bilhões, e coloque este desejo em um container. Como você compararia este desejo humano reunido em um container com o desejo de Deus de lhe fazer o bem que está envolvido nas palavras: "de todo o meu coração, e de toda minha alma?" Você compararia este desejo com um dedal em contraste com o Oceano Pacífico. Porque o coração e a alma de Deus são infinitos. E os corações e almas dos homens são finitos. Não há intensidade maior que a intensidade "de todo o coração de Deus, e toda alma de Deus".

Não há intensidade maior que a intensidade "de todo o coração de Deus, e toda alma de Deus". E esta é a intensidade da alegria que ele tem em sustentar você com a graça soberana: "Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem...de todo o meu coração, e de toda minha alma". Alguns de vocês podem estar provando a bondade desta graça pela primeira. Isto é a obra do Espírito Santo em sua vida e insisto para que você se renda e seja dominado pela graça soberana e sustentadora.

Outros de vocês vivem nesta doce segurança por décadas e simplesmente se unem a mim neste dia para exultar sobre esta gloriosa realidade em nossas vidas. Eu lhe convido a cantar comigo, a bendizer o Pai, o Filho e o Espírito Santo pela graça soberana e sustentadora que nos preserva como uma igreja por 125 anos e preservará os eleitos de Deus na fé até que Jesus venha ou nos chame.


Nem a graça exclui a alegria que não seja verdadeira,
Nem a graça exclui a fuga de todo sofrimento, mas:
A graça que ordena nossa aflição e sofrimento,

Na escuridão, está ali para nos sustentar.


1 - Sintoma decorrente da cianose que é a falta de oxigenação no sangue.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reforma Protestante no Século XXI?‏

Martin Lutero, no século XVI promoveu uma das maiores revoluções jamais vistas em toda a história, pelo simples fato de ter descoberto nas Escrituras, verdades que confrontavam seu modo de pensar e viver. Modo este, que era regido pelo sistema romano, exposto em suas 95 teses, detalhadas uma a uma com as respectivas refutações teológicas.

Fica muito claro que o texto de Romanos 12:2 foi marcante para Lutero. (“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”) As marcas deixadas por este brilhante teólogo nos fazem refletir se já não é hora de promovermos uma reforma no século XXI.

É intrigante como encontramos fatos nas igrejas de hoje que se assemelham em muito ao descaso e desmandos promovidos pelo romanismo da época de Lutero. O texto de 2 Timóteo 3: 2-7 é alarmante se comparado aos fatos ligados a igreja pós moderna: “Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”.

Nunca se viu tamanho desamor pelas almas como nos dias de hoje, nunca se viu tamanho amor pelo dinheiro e riquezas como hoje, e nunca se viu tanto menosprezo pelo “Ser Igreja” e tanto apego em “estar na igreja”. Parece até que o “clero” está de volta em nossos púlpitos, e que o sacerdócio da Igreja deixado por Cristo foi transferido para poucos autointitulados pastores, bispos, apóstolos (Paipóstolos), patriarcas e etc. (“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” - 1 Pedro 2:9)

Analisando as 95 teses de Lutero, publicadas em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, teremos a certeza de precisamos de uma Reforma Protestante Já!

Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria

Em defesa da Fé cristã autentica e reformada, lutando contra profissionais da fé evangélica corrompida...

Em Cristo, Pr. Rogério Augusto Geraldo

Para que serve a igreja?


O mundo religioso tem seu mais novo personagem: o evangélico não praticante. A informação aparece nos resultados das últimas pesquisas realizadas pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (Ceris) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas pela reportagem O novo retrato da fé no Brasil, publicada na edição 2180 da revista ISTOÉ, de agosto último.

Os evangélicos não praticantes são definidos como “os fiéis que creem mas não pertencem a nenhuma denominação”, sendo cada vez maior o número de pessoas que “nascem em berço evangélico – e, como muitos católicos, não praticam sua fé”. Os dados revelam que “os evangélicos de origem que não mantém vínculos com a crença saltaram, em seis anos, de 0,7% para 2,9%. Em números absolutos, são mais de 4 milhões de pessoas nessa condição”.

As pesquisas apenas confirmaram uma tendência há muito identificada, a saber, o crescente número de pessoas que buscam espiritualidade sem religião, e deseja a experiência da fé sem a necessidade de submissão às instituições religiosas. É o fenômeno da fé privatizada, em que cada um escolhe livremente o que crer, retirando ingredientes das prateleiras disponíveis no mercado religioso.

O novo cenário faz surgir perguntas que exigem respostas urgentes: Para que serve a igreja? Qual a função da comunidade cristã na sociedade e na experiência pessoal de peregrinação espiritual?

A experiência dos cristãos no primeiro século, no dia seguinte ao Pentecostes, narrada no livro dos Atos dos Apóstolos [2.42-47; 4.32-35], serve de referência para a relevância da vivência em comunidade.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a memória da pessoa e obra de nosso senhor Jesus Cristo: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos”. Em tempos chamados pós modernos, quando as crenças são desvalorizadas e as verdades se tornam subjetivas e particulares, é importante saber não apenas em quem se crê, e os cristãos compreendem a fé como confiar em uma pessoa, Jesus Cristo, mas também saber o que se crê, e por isso os cristãos chamam de fé também um conjunto de crenças e afirmações a respeito do Deus em quem crêem–confiam. O Evangelho é uma boa notícia, e os cristãos devem saber qual é essa notícia. A igreja é a comunidade que preserva a memória de Jesus, sua pessoa e obra.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança que se fundamenta na abertura para o mistério divino: “Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos [...] com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”.

Em tempos de banalização do sagrado, as pessoas perdem a noção do que Rudolf Otto chama “mysterium tremendum”, isto é, já não têm na alma o temor que coloca o homem de joelhos diante da manifestação do divino e nem mesmo esperam que tal aconteça. A igreja é a comunidade que preserva a expectativa de que o céu se abra, de que o favor divino se derrame sobre a terra. Enquanto o mundo vai se tornando cada vez mais frio e fechado, condenado às estreitas possibilidades da racionalidade e dos limites do poder humano, a igreja fala do milagre como possibilidade real e os cristãos se dedicam às orações.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a oferta do amor de Deus em resposta à solidão humana: “Eles se dedicavam à comunhão, ao partir do pão [...]” Todos os que criam mantinham se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade [...] Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham.

Não havia pessoas necessitadas entre eles, pois os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o colocavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam segundo a necessidade de cada um”. Em tempos de individualismo, egoísmo, segregação, e competição darwinista, a igreja é a comunidade da fraternidade, da partilha, da solidariedade e da generosidade. A igreja é a comunidade da aceitação, do perdão e da reconciliação. É na igreja que se concretiza a oração de Jesus a respeito de Deus e os homens: “que sejam um”.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter vivos os sinais do reino de Deus na história: “grandiosa graça estava sobre todos eles”. Conforme Jung Mo Sung, “a igreja é o povo de Deus a serviço do testemunho da presença do Reino de Deus”, que se completa com a afirmação de Ariovaldo Ramos: “a igreja deve viver o que prega para poder pregar o que vive”. A igreja é a comunidade em que o anúncio da presença do Reino de Deus entre os homens é seguido do convite desafio: “Vem e vê”, pois o Evangelho de Jesus Cristo não é apenas uma mensagem em que se deve crer, mas principalmente um novo tempo em que se deve viver.

Para que serve a igreja? A igreja serve para manter viva a esperança da ressurreição: “Com grande poder os apóstolos continuavam a testemunhar da ressurreição do Senhor Jesus”. Quando o lacre romano do túmulo de Jesus foi rompido no domingo da ressurreição, a vida afirmou sua vitória sobre os agentes promotores e mantenedores da morte, sobre os processos de morte, que serão enfrentados pela esperança de que um dia a própria morte, último inimigo, cairá de joelhos diante do Senhor da vida.

A igreja é a comunidade dos que se rebelam contra a morte em todos os lugares e todas as dimensões, e contra ela lutam com todas as forças que recebem do doador da vida.

A igreja é a comunidade dos que já não vivem com medo da morte (Hebreus 2.14), dos que anunciam e vivem dimensões da vida, e dos que profetizam a ressurreição até o dia quando, aos pés do Cristo de Deus, celebrarão a vitória daquele que no Apocalipse diz: “Não tenham medo. Eu tenho as chaves da morte e do inferno”, pois “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!”. Amém.

Texto escrito pelo Pr. Ed René Kivitz

FÉ CEGA EM KARL MARX E SEU ÓDIO AO CRISTIANISMO

Escrito por  Marisa Lobo psicóloga, articulista , Cristã com orgulho. A idéia desse post é servir de base para esclarecer todos aque...